JUS SOCIETAS - JS, v. 5, n. 2 (2011)

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Reflexões sobre a teoria do reconhecimento na criminalidade de colarinho branco

Rafael Eduardo de Andrade Soto

Resumo


A criminalidade de colarinho branco, praticada por sujeitos de maior poder sócio-econômico no exercício da profissão, é explicada por Sutherland a partir da sua teoria da associação diferencial, onde o homem aprende a conduta desviada e associa-se com referência a ela. Já na criminalidade dita tradicional, onde quase que totalidade dos casos envolve sujeitos de classe econômica baixa e onde se praticam os crimes de maior lesividade social e individual, vê-se que além da circunstância social facilitadora da atitude criminal violenta, o praticante do delito não identifica o sujeito-vítima como indivíduo de direitos e valores. Essa não identificação, a partir de uma análise criminológico-filosófica, segundo a teoria do reconhecimento, consistiria no processo de não reconhecimento da vítima pelo sujeito lesivo. Pretende-se nestas linhas fazer uma meditação sobre a teoria de Axel Honneth – ainda que de forma breve – na perspectiva da criminalidade de colarinho branco.

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